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PF RECEBE SONDA
A Polícia Federal recebeu, há duas semanas, uma sonda para ajudar na identificação de corpos em cemitérios clandestinos. O aparelho deve ajudar no trabalho de identificação e procura de desaparecidos e dar andamento aos inquéritos parados na Polícia Civil, da Operação Resugere.
E ainda, quem sabe, servir de prova para prender a peça qque move as armas, pistolas, espingardas e demais artefatos mortíferos, usados para eliminar os desafetos ou desavenças do mundo sócio-político-econômico das Alagoas...
Escrito por odilonrios às 11h58
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SOBRE OS RELATÓRIOS DOS PRESÍDiOS E O HOSPITAL PARADO
Na próxima semana, o Diário Oficial traz a publicação de relatórios mostrando, mais uma vez, o caos no sistema prisional de Alagoas. Cada presídio recebeu a "privilegiada" visita do Judiciário e constará, em letras nobiliárquicas, na papelada.
Palavra recorrente? Caos. Os presos comem frango há seis meses, as fossas estão estouradas, o teto pinga, os ratos vicejam etc.
Mas, o que mais chama a atenção é um outro ponto, esquecido, talvez propositalmente pelas autoridades estaduais. É a "Relação de Bens do Hospital de Custória e Tratamentos- HCT", o hospital que deveria estar funcionando para presos. Está fechado, com todos os equipamentos prontinhos para operar, atender ou coisa parecida.
Tudo parado e como testemunhas as aranhas, a poeira e suas bactérias e os olhos fechados dos poderes.
Entre os itens: um aparelho de encefalograma, um aparelho de eletrocardiógrafo, um raio X portátil 100 MA, um monitor cardíaco, quatro aparelhos de nebulização, um detector de batimentos cardiofetais, um disfribilador cardioverso, um aparelho de encefalograma e por aí vai.
Oito macas fixas, 36 camas, uma máquina de lavar (capacidade 30 quilos), uma secadora (capacidade 15 quilos), uma centrífuga... Mofando, mofando, mofando...
Estes equipamentos poderiam estar no Hospital Unversitário, para onde os presos deveriam ser transferidos enquanto o tal hospital não abre as portas.
E porque isso não acontece?
Escrito por odilonrios às 11h52
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O PROMOTOR E AS MORDOMIAS
O promotor Carlos Fernando, que se entregou à polícia, acusado de estupro e atentado violento ao pudor e estupro contra uma filha e uma enteada, condenado a prisão pelo Tribunal de Justiça, recebia alguns mimos da Prefeitura de Anadia, onde trabalhava como promotor da Vara da Infância e Adolescência.
Carlos Fernando era beneficiado por uma lei municipal, que dava direito ao promotor a ter uma casa, comida e lavadeira, tudo pago pelo poder público.
Não é tão diferente em algumas cidades alagoanas.
Mas, em Anadia, o que chamou a atenção é que, depois da saída do acusado de pedofilia, assumiram as promotoras Karla Padilha e Marluce Falcão, integrantes do Grupo de Combate às Organizações Criminosas, o Gecoc. Por escrito, elas disseram se contra a regalia. E não aceitaram receber os mimos da Viúva Municipal.
Escrito por odilonrios às 11h39
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O LADO OCULTO DA FORÇA NA BRIGA POR PILAR
O deputado federal e candidato a prefeito de Pilar, Carlos Alberto Canuto (PMDB) está de malas prontas para viajar a Brasília, na próxima segunda-feira. Ele dará início a uma nova estratégia, na briga pelo poder no município: entrará com pedido de expulsão do vice-governador José Wanderley Neto do PMDB. Motivo: Neto apóia Oziel Barros, arqui-rival do parlamentar-candidato.
Canuto reclama de falta de fidelidade de Wanderley Neto. Ao blog, cobrou "postura partidária". O vice governador não foi encontrado, mas arma outro estratagema.
Entrará com pedido de expulsão... de Canuto. Ele apoiou João Lyra, em 2006, ao Governo do Estado e não o candidato indicado pela legenda, Teotonio Vilela Filho (PSDB).
No meio desta quinzila? Claro, o senador Renan Calheiros (PMDB), silencioso, como sempre, em seu estilo tucano: em cima do muro, para não atrapalhar os entendimentos...
Escrito por odilonrios às 19h57
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NERVOSISMO
As provas para os candidatos a prefeito e vereador, uma tentativa do Tribunal Regional Eleitoral de retirar das eleições os candidatos analfabetos, renderam um episódio, que se tornou comum em 2004, quando o tribunal alagoano iniciou a aplicação das provas.
Um dos candidatos, que não teve o nome revelado, sentiu-se mal na hora de preencher a prova de português, de dez questões. O TRE já sabia: ele era analfabeto.
Medicado, passou bem, mas não na prova: tirou menos de cinco, número mínimo para dizer-se alfabetizado e concorrer em uma eleição.
Em quinze dias, o tribunal quer encerrar a sessão de provas, com os candidatos. Lembrando: não há nenhum postulante a prefeito.
Escrito por odilonrios às 13h13
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DENÚNCIAS DOS MARCADOS PARA MORRER
A Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis) recebeu entre 4 e 6 denúncias, relatos de juízes marcados para morrer no Estado.
Diante do perigo de um banho de sangue, envolvendo a magistratura, que a Associação dos Promotores (Ampal) quer ir além: pediu ao secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, a transferência dos presos nas operações acusados de roubo de carga, fraude em combustíveis, além de outros detalhes, como pistolagem.
Almagis e Ampal querem ainda mais pressão: farão barulho em Brasília, para chamar a atenção do Ministério da Justiça.
Escrito por odilonrios às 13h09
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A CENTOPÉIA, A PREFEITA RIDÍCULA E O ADVOGADO ESPERTO
Tempos de Taturana? Horas de revelações e também de aflições.
Essa é a lição da Polícia Federal, com prefeitos alagoanos. Há alguns meses, uma confusão em Brasília, mais especificamente no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu este tempero ao imaginário popular.
Uma prefeita do Litoral Sul, articulada, experiente e bastante quista no meio político, procurou a assessoria do presidente da República por causa da Operação Centopéia. A tal operação tinha vazado, através de documentos, conseguidos por ela.
Na papelada, os detalhes, gravações telefônicas, informações comprometedoras sobre chefes dos executivos municipais. Em dias, a PF acordaria alguns deles às cinco da manhã, em estilo característico. E o relatório, completinho, foi parar nas mãos de um advogado, brilhante. Os dados privilegiados e exclusivos tinham um preço: R$ 1 milhão.
Claro, o dinheiro seria dado à vista, pelos prefeitos. E para quê? Para abortar a maquinaria ou as algemas incômodas. Era o preço da propina, a ser distribuída também entre os agentes federais.
A prefeita garantiu não ter pago a verba. Fez uma fotocópia do achado do ilustre membro do Direito. A cúpula da PF brasiliense entrou em polvorosa: a operação Centopéia havia vazado. Como alguém teria acesso a tantos detalhes? E inclusive sabia o dia do estouro da operação? A cúpula da PF aqui foi pressionada. Reuniões internas e externas (Brasília). Quem vazou o conteúdo?
Daqui, a polícia dizia não ter operação; de Brasília, a desconfiança do vazamento.
Quem teria a razão?
A descoberta incrível: o tal advogado havia tido realmente acesso aos dados, mas fez uma “traquinagem”: em tempos de computador, “maquiou” a documentação, acrescentou elementos às gravações telefônicas da Taturana (ele havia tido acesso ao documento, não aos CDs). Os dados não são públicos, mas podem ser conseguidos por advogados, para a defesa de clientes.
Engrossou o caldo, inventou, ajeitou e voilá: era o dia perfeito para ganhar dinheiro fácil dos prefeitos. Provavelmente, o advogado sabido conseguiu a papelada com outro integrante do Direito, talvez este sem saber qual seria o tamanho da confusão armada pelo companheiro.
O golpe estava pronto: ele conseguiu parte do seu projeto: arrecadou uma parte do dinheiro, R$ 500 mil. O restante ainda estava sendo arrecadado. Até o desespero parar em Brasília, através da prefeita sulista.
A prefeita foi ridicularizada; a cúpula da PF em Brasília pediu desculpas para cá, por ter sido enganada; e o advogado? Procurou a Federal: estava sendo ameaçado de morte.
Acima as aflições. E as revelações?
Bem, como os prefeitos conseguiram desembolsar o dinheiro ao advogado, recebendo eles pouco mais de R$ 5 mil?
A PF tem a resposta: a Centopéia, sem acontecer, ajudou a perceber a facilidade em se desviar dinheiro público, a qualquer peso: bronze, prata ou ouro.
Basta o mandato popular. Nada mais.
Escrito por odilonrios às 20h12
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